Pular para o conteúdo principal

A música no cinema.

Quão grande é a importância da música do cinema?

500 Dias Com Ela (2009) - Mark Webb

A música sempre foi algo crucial quando se trata de filmes, durante muito tempo, compositores e cineastas estudaram para saber como introduzir da melhor forma a música e os efeitos sonoros para que hoje sua experiência no cinema ou em casa, assistindo aquele filme que você tanto gosta, seja melhor. Música e cinema vem andando de mãos dadas desde os primórdios da sétima arte, usada para preencher cenas. Mas com o tempo tomou outro rumo, o de mexer com os sentimentos, de forma que nos afeta causando uma mistura de emoções. Um dos meus filmes favoritos, Poderoso chefão, tem uma das trilhas que eu mais amo até hoje, quando toca a música tema, chega a dar um arrepio. Mas a música também pode ser usada para deixar o clima mais pesado, como no filme Titanic. Um outro exemplo de música que ampliam os sentimentos e te deixa na pele do personagem, "please please please let me get what i want" da banda the smiths, usada no filme 500 dias com ela. Nos primórdios do cinema, devido a qualidade tecnológica da época, os filmes não possuíam som e eram acompanhados de bandas e orquestras que tocavam ao vivo. Imagino que devia ser uma experiência bem agradável para o público, mas para o musico, que tinha que tocar as músicas repetidas vezes durantes muito tempo, não devia ser tão bom assim.

Uma das orquestras que criavam as trilhas sonoras ao vivo e
 acompanhava os filmes mudos no início do século XX.

Com o avanço da tecnologia e do cinema, finalmente conseguiram colocar músicas e efeitos sonoros em sincronia com os filmes sem a necessidade de músicos ao vivo, o cinema teve uma grande inovação. E com essa nova vertente musical e artística, compositores com John Williams e Hans Zimmer puderam se destacar. Talvez você nem conheça esses nomes, mas certamente conhece as músicas feitas por eles, como as trilhas de Star Wars, Indiana Jones, Jurassic Park, feitas por John Williams, e as trilhas de Hannibal, Rei leão e a mais bem avaliada entre os críticos, a trilha sonora de Interestelar, feitas por Hans Zimmer.

John Willians em um de seus trabalhos orquestrados para o cinema.
Um de seus mais recentes trabalhos é sua ótima trilha
 na franquia Harry Potter (2001- 2011).


Hans Zimmer em seu estúdio de edição. O compositor vem nutrindo
uma parceria que tem dado frutos com Christopher Nolan, como nas trilhas dos filmes
A Origem (2010) e Interstellar (2014).


A música é extremamente poderosa e quando usada de forma correta em filmes nos trazem trilhas, cenas e filmes marcantes, é difícil achar alguém que não reconheça a clássica música de Star Wars, Indiana Jones, E.T, Rei Leão, etc. A música também é uma ferramenta essencial na construção narrativa do filme, quando usada para preencher os cortes de cenas, ou para dar clímax as cenas de luta, drama ou suspense. Anos de estudos de vários cineastas e compositores nos trazem hoje grandes frutos, e devemos agradecimentos a todos eles, que estudaram e perceberam como a música, notas musicais e frequências podem ser usadas para deixar a experiência mais imersiva, a pergunta que fica é, qual será o próximo avanço? Ou melhor, Quando será?

 E você? Qual sua música favorita dos filmes? Diga nos comentários e não esqueça de seguir o Cinema em linhas nas redes sociais para ficar por dentro dos novos conteúdos. Abraço e até a próxima.

Escirto por: Arêas S.G.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Túmulo dos Vagalumes: Um filme necessário.

Animação é sinônimo de filmes com finais felizes, princesas em busca do príncipe encantado, aventuras espetaculares, estamos cheios de exemplos que confirmam isso pelo mundo a fora... mas esse aqui é diferente e foge à essa regra de um jeito esplêndido. Antes de introduzir o assunto da animção em si, gostaria de falar o quanto que O Túmulo dos Vagalumes (1988) é um filme importante históricamente. Trata-se de um longa baseado nos seguidos bombardeios ocorridos no japão durante a segunda grande guerra mundial (não as bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagazaki, mas os bombardeios menores adjacentes), sendo assim, o peso da tristeza e dramaticidade que é sentido pelos japoneses é essencial para a compreensão deste filme. Vários ataques aliados foram realizados no país (principalmente pelos norte americanos) e essa cicatriz pode ser sentida na pele deles até hoje. Esta animação é uma bela e importante lembrança aos acontecimentos da década de 40 e é como uma homenagm misturad...

Akira - O precursor do Cyberpunk japonês.

Filmes bons conseguem fazer você viajar no tempo, te levam para outras épocas que você não conseguiria conhecer, no passado ou no futuro. No cinema de ficção científica, falar sobre o tempo que ainda está por vir é algo muito explorado, como, por exemplo, viagens no tempo ou em que a sociedade pode se transformar em algumas décadas ou séculos, e se isso for bem feito, vai deixar essa obra imortalizada na mente de todos que a assistirem. A ideia de caos futurista que Akira (1988) tem para passar para o seu espectador é muito interessante, incluindo conflitos sociais, políticos, confrontos entre população vs polícia e o papel da "religião" na sociedade. O filme é inspirado em um mangá japonês de mesmo nome, do gênero Cyberpunk, escrito em 1982 sendo um dos primeiros a levar essa alcunha. Uma obra um tanto quanto revolucionária para a época em que foi lançada, mesmo que a sua versão audiovisual se tornasse muito mais cohecida e famosa que o próprio Mangá. Akira traz uma ce...

Por Que Gostamos Tanto de Click?

Adam Sandler está muito longe de ser uma unanimidade no cinema mundial. Com filmes de qualidade discutível, que possuem quase sempre os mesmos atores, a mesma fórmula de roteiro, e o mesmo tipo de humor, Sandler recebe, quase sempre, uma enxurrada de críticas negativas tanto do publico em geral quanto da mídia especializada. Falar mal do Adam Sandler virou quase um clichê em posts de blog, sites de criticas ou grupos de redes sociais, ainda assim, alguns de seus filmes agradam uma outra grande parte do publico por serem divertidos, leves e, simplesmente, entreterem, tanto que Como Se Fosse a Primeira Vez (2004), A Herança de Mr. Deeds (2001), O Paizão (1999) e Gente Grande (2010) fizeram lá seus lucros e se tornaram grandes clássicos da Sessão da Tarde. Mesmo sendo massacrado pela Rotten Tomatoes, que deu ao filme uma pontuação de 32% (“Tomate Podre”), Pontuação de 50 em 100 (Criticas mistas ou médias) no Metacritic e chegando ser acusado de ser uma imitação “que não produz riso...