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Por Que Gostamos Tanto de Click?

Adam Sandler está muito longe de ser uma unanimidade no cinema mundial. Com filmes de qualidade discutível, que possuem quase sempre os mesmos atores, a mesma fórmula de roteiro, e o mesmo tipo de humor, Sandler recebe, quase sempre, uma enxurrada de críticas negativas tanto do publico em geral quanto da mídia especializada. Falar mal do Adam Sandler virou quase um clichê em posts de blog, sites de criticas ou grupos de redes sociais, ainda assim, alguns de seus filmes agradam uma outra grande parte do publico por serem divertidos, leves e, simplesmente, entreterem, tanto que Como Se Fosse a Primeira Vez (2004), A Herança de Mr. Deeds (2001), O Paizão (1999) e Gente Grande (2010) fizeram lá seus lucros e se tornaram grandes clássicos da Sessão da Tarde.


Mesmo sendo massacrado pela Rotten Tomatoes, que deu ao filme uma pontuação de 32% (“Tomate Podre”), Pontuação de 50 em 100 (Criticas mistas ou médias) no Metacritic e chegando ser acusado de ser uma imitação “que não produz risos necessários” de A Felicidade Não se Compra, Click (2006) é talvez uma das melhores participações de Sandler em filmes.

Que me perdoem a galera do Metacritic, o pessoal do Rotten Tomatoes e você que fica falando mal do Adam Sandler no Facebook, mas Click é sim um ótimo filme! Dirigido por Frank Coraci (Zelador Animal - 2001; Juntos e Misturados - 2014) e tendo Adam Sandler também como um de seus produtores executivos, a divertida história do arquiteto workaholic Michael Newman (Sandler) que recebe um controle capaz de controlar o universo a sua volta rendeu uma receita invejável (U$ 237,681,299) e recebeu até uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Maquiagem. A conhecidíssima “Fórmula de Sandler”, já utilizada anterior e posteriormente permanece: Ele vive o mesmo papel do “cara atrapalhado, mas de bom coração” usando da boa e velha comédia pastelão e das brincadeiras com situações cotidianas, mas mesmo assim, Click se mostra uma boa comédia com cenas memoráveis. É impossível não se lembrar da cena da chuva em que Michael morre na rua que emocionou tanta gente, ou da cena em que o “Michael Obeso” aperta pause com o controle e acerta Bill (Sean Astin) o professor de natação de seu filho mais velho, com seguidos chutes nas partes baixas, a mágica da moeda feita pelo pai de Michael ou então a minha frase favorita do filme dita pelo chefe de Michael, John Ammer (David Hasselhoff) após Michael pausar novamente para subir na mesa do chefe e flatular em sua face: “Stacy você colocou cocô na minha comida?”. Grandes momentos inesquecíveis que renderam boas gargalhadas e continuam rendendo, afinal esse filme é um dos poucos que possuem aquele “Efeito Chaves”, afinal, não importa quantas vezes você já tenha assistido Click, sempre se pode revê-lo e se divertir quase sempre da mesma forma. Click agrada exatamente por ser simples, despretensioso e no fim te surpreende trazendo com uma bela mensagem sobre o valor da família.

Click (2006) - Frank Coraci
Filmes como Click, bem como quase todos os filmes do Adam Sandler, não podem ser levados tão a sério a ponto de gerar certos tipos de discussão ferrenha e discursos de ódio por “adoradores do cinema cult”, afinal, da mesma maneira que existem pessoas que adoram um bom e pesado filme do Lars Von Trier existem outras que simplesmente querem sentar no sofá e dar risada de um cachorro transando com um pato de pelúcia, e esse tipo de coisa, meus caros, só um filme do Adam Sandler pode nos proporcionar. Deve-se haver espaço para tudo, afinal, um mundo só com filmes europeus de 3 horas e meia (nada contra) seria um tanto quanto chato. E é ai que entra Adam Sandler com sua fórmula nada nova de fazer filmes, mas que ainda é capaz de arrancar umas gargalhadas em uma tarde monótona de terça-feira.

Click (2006) - Frank Coraci

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Escrito por: João Victor Barbosa.

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