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Baby Driver - "Assistindo com os ouvidos"

Como puderam ver recentemente, em nosso post, a música é algo essencial no cinema e o diretor Edgar Wright mostrou entender bem disso quando entregou ao público sua obra de arte Baby Driver (Em Ritmo De Fuga em português) em 2017. O filme conta com uma premissa básica, Baby (Ansel Elrgot) é um jovem e talentoso motorista que escuta música o tempo todo para abafar um zumbido causado por um acidente que sofreu quando criança, Baby utiliza toda sua habilidade ao volante para prestar serviços a Doc (Kevin Spacey), quando Baby conhece a garota de seus sonhos, Debora (Lily James) ele vê uma boa oportunidade de abandonar a vida criminosa e assim poder recomeçar a vida como uma pessoa normal em outro lugar. Parece ser uma história genérica porém o brilho esta na maneira em que Edgar Wright decide contar essa história, um musical muito bem ritmado, pneus arranhando o asfalto, maquinas de lavar, copos sendo colocados a mesa, tiros de metralhadora, agora imagine tudo isso acontecend...
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Onde os Fracos Não Têm Vez - A Aprovação dos Irmãos Coen.

Em 2007 chegava aos cinemas o filme No Country for Old Men (em português Onde os Fracos Não Têm Vez) o filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, um longa que mantem a "mania" dos diretores de explorar o acaso. Pra quem não conhece ou não entendeu, como é normal nos filmes do David Fincher um plot twist no final, ou muito sangue nos filmes do Tarantino, nos filmes dos irmãos Coen, é normal que algumas situações do filme sejam atribuídas totalmente ao acaso, neste filme esse recurso foi usado com genialidade, não é atoa que o filme já é considerado um clássico, e aparece em todas as listas que tentam escolher os melhores filmes do século XXI. O filme conta sua história de uma maneira interessante, com dois pontos de vista e um mediador: Llewelyn Moss (Josh Brolin) em uma de suas caçadas rotineiras, se depara com o que restou de uma negociação entre traficantes que deu errado, nela ele encontra o seu MacGuffin (uma expressão utilizada no cinema para um objeto desejado ou...

Amores Perros - Iñáritù longe de Hollywood.

No início dos anos 2000, surgiu no México um cara disposto a fazer um trabalho cinematográfico bem detalhado, com três histórias diferentes, trama complexa, estudo de personagem aprofundado e um estilo de direção que talvez fosse muito ambicioso para alguém que não estava trabalhando na grande indústria de Hollywood. Em 2000, Alejandro González Iñáritù lança seu primeiro longa e mostra para o mundo como se faz uma estreia de gala fora dos EUA para alçar voos incríveis no futuro. Amores Perros (2001) - Alejandro González Iñáritù Nascia Amores Perros (2000), um filme denso, pessimista, realista e visceral, com uma amostra de como a teoria do caos trabalha com causa e efeito. Traz um roteiro recheado de referências ao próprio trabalho, mas nunca a troco de nada, tudo tem um motivo, toda aparição é relevante e o mais importante,  nenhuma causa fica sem efeito. Amores Perros (2001) - Alejandro González Iñáritù O longa trata de mostrar um evento importante com uma ação fren...

10 Filmes que completam 20 anos em 2018.

O Ano de 1998 foi de extrema importância para mundo, Apple anuncia o iMac, jogando em casa a França conquista sua primeira copa do mundo, a música perde nomes como Tim Maia e Frank Sinatra, e no cinema não foi diferente,  a seguir você confere uma lista com 10 filmes lançados em 1998 e que hoje completam 20 anos. 1- O Grande Lebowski Essa comédia dos irmãos Coen chegou aos cinemas em 6 de março de 1998 contando a história de Jeffrey Lebowski (Jeff Bridges) um desempregado hippie, que vive em ócio e chama a si mesmo de "The Dude". Quando não está sozinho em seu apartamento ouvindo músicas do Creedence ou usando drogas, está jogando boliche junto com seus amigos. Um dia alguns desconhecidos invadem o apartamento de Lebowski, cobrando dinheiro devido por sua suposta esposa. The Dude tenta desfazer o mal entendido, mas um deles se vinga urinando no tapete, logo em seguida The Dude descobre que eles estavam atrás de outro Lebowski, um milionário, então, "Dude"...

A música no cinema.

Quão grande é a importância da música do cinema? 500 Dias Com Ela (2009) - Mark Webb A música sempre foi algo crucial quando se trata de filmes, durante muito tempo, compositores e cineastas estudaram para saber como introduzir da melhor forma a música e os efeitos sonoros para que hoje sua experiência no cinema ou em casa, assistindo aquele filme que você tanto gosta, seja melhor. Música e cinema vem andando de mãos dadas desde os primórdios da sétima arte, usada para preencher cenas. Mas com o tempo tomou outro rumo, o de mexer com os sentimentos, de forma que nos afeta causando uma mistura de emoções. Um dos meus filmes favoritos, Poderoso chefão, tem uma das trilhas que eu mais amo até hoje, quando toca a música tema, chega a dar um arrepio. Mas a música também pode ser usada para deixar o clima mais pesado, como no filme Titanic. Um outro exemplo de música que ampliam os sentimentos e te deixa na pele do personagem, "please please please let me get what i want...

Whiplash - A estreia perfeita de Damien Chazelle

Sangue, cadeiras voando e um acidente de carro. O espectador desavisado pode achar que trata-se de um filme de terror, afinal, com todos esses ingredientes, quem poderia imaginar que Whiplash - Em Busca da Perfeição (2014) é um filme sobre música? Hollywood tem nos presenteado com grandes diretores desde sempre, Hitchcock, Kubrick, Scorsese e blá blá blá... Tantos e tantos outros medalhões do cinema mundial, referências tão fortes que, ás vezes, fica difícil parar e assistir filmes de diretores mais jovens e nem tão consagrados assim por, simplesmente, termos medo de experiências frustrantes e aquela sensação de perda de tempo, no melhor estilo "DEVOLVE OS MINHAS 2 HORAS DE VIDA!". Mesmo sendo muito jovem, Damien Chazelle (33 anos) já chega com o pé na porta em sua estreia mundial com Whiplash, faturando nada menos que cinco indicações ao BAFTA e também ao Oscar em sua primeira e magnifica obra. O longa conta a história de Andrew (Miles Teller) um joven extremam...

Logan - Despedida em grande estilo.

Despedidas são difíceis, o adeus é complicado, ainda mais quando estamos acostumados a ponto de substituir em nossas mentes as imagens da realidade e não conseguir imaginar o mundo sem determinadas coisas que, para nós, começam a fazer parte fundamental da normalidade. Nos próximos anos, vamos ter que nos comformar com a ausência daquele cara que modificou completamente os conceitos de incorporar um personagem de HQ. Desde X-Men: O Filme (2000), Wolverine é Hugh Jackman e Hugh Jackman é Wolverine, sem sombras de dúvidas um dos melhores castings que eu você já vimos retirado de uma história em quadrinhos, mas em Logan (2017) o ator se despede do público em um fechar de cortinas sensacional com direito ao seu melhor trabalho como o personagem e um dos melhores filmes do subgênero, que carecia de mais qualidade técnica e leveza no CGI à um tempo. Logan (2017) - James Mangold. O que James Mangold, que já tinha dirigido o regular Wolverine Imortal (2013), faz aqui é incrível, s...