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Whiplash - A estreia perfeita de Damien Chazelle

Sangue, cadeiras voando e um acidente de carro. O espectador desavisado pode achar que trata-se de um filme de terror, afinal, com todos esses ingredientes, quem poderia imaginar que Whiplash - Em Busca da Perfeição (2014) é um filme sobre música?

Hollywood tem nos presenteado com grandes diretores desde sempre, Hitchcock, Kubrick, Scorsese e blá blá blá... Tantos e tantos outros medalhões do cinema mundial, referências tão fortes que, ás vezes, fica difícil parar e assistir filmes de diretores mais jovens e nem tão consagrados assim por, simplesmente, termos medo de experiências frustrantes e aquela sensação de perda de tempo, no melhor estilo "DEVOLVE OS MINHAS 2 HORAS DE VIDA!". Mesmo sendo muito jovem, Damien Chazelle (33 anos) já chega com o pé na porta em sua estreia mundial com Whiplash, faturando nada menos que cinco indicações ao BAFTA e também ao Oscar em sua primeira e magnifica obra.


O longa conta a história de Andrew (Miles Teller) um joven extremamente talentoso baterista de Jazz que sonha em entrar para o Lincoln Center. Andrew é estudante da Shaffer, uma das melhores faculdades de música do país, e lá se depara com Fletcher (J. K. Simmons) o professor mais temido por todos alunos e extremamente exigente, que vai testar não só os limites do jovem musico, mas também os limites do que é ou não ético e correto.


Chazelle faz um trabalho excepcional tanto na direção, conduzindo belíssimas tomadas, quanto no roteiro extremamente bem construído, com um destaque especial para o desfecho sensacional no ultimo ato na cena final do filme que deixa qualquer um extasiado.

Mas, sem dúvida o ponto alto do filme são as atuações, em especial a de J. K. Simmons na pele do professor casca grossa que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e com certeza, fez com que muita gente tivesse vontade de bater nele na rua.


Além de tudo isso, Whiplash também é um prato cheio para quem gosta de boa música, afinal o filme está recheado de referências ao mundo do Jazz e uma trilha sonora excelente e cheia de grandes clássicos (inclusive a canção que dá nome ao filme), até porque, a obra de Chazelle é quase uma autobiografia, já que o próprio diretor já teve seus dias de cão com um antigo professor da faculdade de música da qual fazia parte (como baterista, acreditem ou não), mas provavelmente, nada que chege aos pés da relação de Andrew e Fletcher. Felizmente, Chazelle acabou abandonando a bateria para se dedicar ao cinema e nos presentear com esse filme fantástico que vocês precisam assistir.


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Escrito por: João Victor Barbosa

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