Pular para o conteúdo principal

Bingo: O Rei das Manhãs, uma obra de arte Brasileira.

Se você acha que o cinema brasileiro é apenas formado por comédias pastelão do Leandro Hassum e realidades da favela do José Padilha, está tremendamente enganado.


Um bom exemplo disso é Bingo: O Rei das Manhãs, filme dirigido por Daniel Rezende, sendo esse inclusive, seu primeiro trabalho como diretor, antes disso Daniel trabalhava com edição, inclusive vencendo o BAFTA de melhor edição e também indicado ao Oscar, ambos pelo seu trabalho em Cidade de Deus (2002).

Bingo: O Rei das manhãs é uma comédia dramática brasileira de 2017, protagonizada por Vladimir Brichta (Augusto Mendes - Bingo), Cauã Martins (Gabriel - Filho de Augusto) e Leandra Leal (Lúcia - Produtora do programa Bingo).



Além da boa recepção nos cinemas brasileiros, Bingo foi selecionado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Academia Brasileira de Cinema como representante brasileiro na pré-lista do Oscar de melhor filme estrangeiro.

O roteiro do filme de Luiz Bolognesi é inspirado no período da vida de Arlindo Barreto onde o próprio vive o palhaço Bozo, na televisão brasileira.


O filme conta a história de Augusto Mendes, um ator que trabalha fazendo pornochanchadas e participações como figurante em novelas para a TV Mundial, porém, com um sonho de se tornar um grande ator, assim como sua mãe foi um dia. Augusto reparando no desconforto de seu filho Gabriel, o promete que seu próximo trabalho será algo acessível para todas as crianças.


O longa, de maneira brilhante, conta a história dos bastidores de Arlindo, inclusive com algumas citações e referências a história da televisão brasileira.

Um prato cheio para quem gosta de cinema, Bingo conta com excelentes avaliações da critica especializada, ostentando 82% de avaliações positivas dos críticos e  96% do publico no site Rotten Tomatoes e uma média de 8,1/10 no site IMDB.

E você, já assistiu este filmaço?
Se sim, conte aí em baixo o que achou.
Se não, o que está esperando?

Não esqueça de inscrever-se no nosso blog e seguir Cinema em Linhas no Facebook, Twitter e Instagram.

Escrito por: Dylan Pires




Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O Túmulo dos Vagalumes: Um filme necessário.

Animação é sinônimo de filmes com finais felizes, princesas em busca do príncipe encantado, aventuras espetaculares, estamos cheios de exemplos que confirmam isso pelo mundo a fora... mas esse aqui é diferente e foge à essa regra de um jeito esplêndido. Antes de introduzir o assunto da animção em si, gostaria de falar o quanto que O Túmulo dos Vagalumes (1988) é um filme importante históricamente. Trata-se de um longa baseado nos seguidos bombardeios ocorridos no japão durante a segunda grande guerra mundial (não as bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagazaki, mas os bombardeios menores adjacentes), sendo assim, o peso da tristeza e dramaticidade que é sentido pelos japoneses é essencial para a compreensão deste filme. Vários ataques aliados foram realizados no país (principalmente pelos norte americanos) e essa cicatriz pode ser sentida na pele deles até hoje. Esta animação é uma bela e importante lembrança aos acontecimentos da década de 40 e é como uma homenagm misturad...

Akira - O precursor do Cyberpunk japonês.

Filmes bons conseguem fazer você viajar no tempo, te levam para outras épocas que você não conseguiria conhecer, no passado ou no futuro. No cinema de ficção científica, falar sobre o tempo que ainda está por vir é algo muito explorado, como, por exemplo, viagens no tempo ou em que a sociedade pode se transformar em algumas décadas ou séculos, e se isso for bem feito, vai deixar essa obra imortalizada na mente de todos que a assistirem. A ideia de caos futurista que Akira (1988) tem para passar para o seu espectador é muito interessante, incluindo conflitos sociais, políticos, confrontos entre população vs polícia e o papel da "religião" na sociedade. O filme é inspirado em um mangá japonês de mesmo nome, do gênero Cyberpunk, escrito em 1982 sendo um dos primeiros a levar essa alcunha. Uma obra um tanto quanto revolucionária para a época em que foi lançada, mesmo que a sua versão audiovisual se tornasse muito mais cohecida e famosa que o próprio Mangá. Akira traz uma ce...

Por Que Gostamos Tanto de Click?

Adam Sandler está muito longe de ser uma unanimidade no cinema mundial. Com filmes de qualidade discutível, que possuem quase sempre os mesmos atores, a mesma fórmula de roteiro, e o mesmo tipo de humor, Sandler recebe, quase sempre, uma enxurrada de críticas negativas tanto do publico em geral quanto da mídia especializada. Falar mal do Adam Sandler virou quase um clichê em posts de blog, sites de criticas ou grupos de redes sociais, ainda assim, alguns de seus filmes agradam uma outra grande parte do publico por serem divertidos, leves e, simplesmente, entreterem, tanto que Como Se Fosse a Primeira Vez (2004), A Herança de Mr. Deeds (2001), O Paizão (1999) e Gente Grande (2010) fizeram lá seus lucros e se tornaram grandes clássicos da Sessão da Tarde. Mesmo sendo massacrado pela Rotten Tomatoes, que deu ao filme uma pontuação de 32% (“Tomate Podre”), Pontuação de 50 em 100 (Criticas mistas ou médias) no Metacritic e chegando ser acusado de ser uma imitação “que não produz riso...