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O que é ser "Tarantinesco"? A violência nos filmes do diretor.

Quentin Tarantino

Sangue, close nos pés, amarelo, muito vermelho, tudo ao som de Ennio Morricone... nessas características encontramos um diretor que nem precisaria assinar seus filmes nos créditos. Quentin Tarantino é reconhecido nos quatro cantos do mundo por qualquer amante da sétima arte, mas como fazer bom filmes e conseguir ser um dos nomes mais reconhecidos e rentáveis do cinema mundial sem perder a mão? Para Tarantino a resposta é simples: violência estilizada.

Pulp Fiction (1994) - Quentin Tarantino

Basta alguns golpes com instrumentos cortantes ou mortes bem romantizadas para alguém que assiste a algum filme dizer "nossa, isso é tão Tarantinesco", e de fato quem diz isso tem razão, ninguém traz mortes tão glamourizadas às telas como ele. Não sei se você já ouviu dizer que o mais interessante para o público geral de alguma forma de entretenimento são sexo e violência, e que nenhum outro assunto vai conseguir tanto sucesso e dar tanto dinheiro quanto esses, independente da qualidade. Bom, Tarantino ganha notoriedade no cenário cinematográfico justamente por abordar a violência com bastante qualidade... pelo menos até certo ponto.

Django Livre (2012) - Quentin Tarantino 


O filme que consegue o equilibrio perfeito entre violência estilizada e uma boa narrativa na carreira do diretor é Pulp Fiction (1994), a Magnum Opus de seus trabalhos. Aqui, as decisões dos personagens não interferem na violência em si, mas ocorre o contrário, todas as ações e decisões vão ser regidas por momentos violentos mesmo que essa violência não seja proposital e essa decisão faz o filme ter uma fluidez que o diretor poucas vezes vai conseguir alcançar novamente, comparando com Django Livre (2012) por exemplo que acaba por forçar o clímax do filme goela a baixo do espectador com uma decisão completamente ilógica (diria até mesmo burra) do personagem King Schultz (Christoph Waltz) que era apresentado ao público como um personagem bastante inteligente e que sempre age de uma forma sensata, porém, o filme tem que ter um momento "cool" e acaba fazendo com que o personagem aja como uma porta só para que a carnificina comece e Django (Jammie Foxx) triunfe contra os malditos servos de Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), e por mais que a sequência de cenas com longos tiroteios e bem frenética seja bastante empolgante, a minha imersão (que estava intacta por se tratar até então de um filme quase impecável) já tinha ido pro ralo.

O abuso da estética sangrenta também pode atrapalhar um pouco esta imersão. Podemos pegar como exemplo um dos filmes mais interessantes de se analisar do Tarantino: Kill Bill (2003). Trabalhar a atmosfera é importante e aqui podemos ver uma atmosfera leve, porém, sangrenta em uma história sobre vingança mas sem perder o foco e conseguindo manter muito bem o espectador no que está sendo contado, você realmente se importa com o que assiste. Então, chega o momento exclusivo da violência, que sempre tem lugar cativo nos filmes do diretor, você está totalmente eufórico pois quer ser agraciado com a famosa violência de seus filmes e quando a Beatrix (Uma Thurman) arranca o braço de um dos capangas, o sangue simplesmente ESGUICHA POR UNS DOIS METROS E MEIO, e você, que estava totalmente empolgado pra assistir uma moça loira vestida de amarelo arrancando os membros de pessoas malvadas, se tem o mínimo de bom senso cinematográfico, vai pensar "p***, nenhum ser humano no planeta Terra sangra desse jeito." e adivinha... lá se vai a imersão pelo ralo mais uma vez.

Kill Bill (2003) - Quentin Tarantino


Não é um mal que assola a indústria cinematográfica, pelo contrário, é até louvável um tipo de abordagem que consegue mixar qualidade e violência cinematográfica, mas o próprio estilo tarantinesco que leva o próprio ao patamar de "diretor cool", acaba prejudicando em alguns pequenos pontos quando a dose acaba sendo um pouco mais forte. Mas cá entre nós, Tarantino sabe muito bem o que está fazendo e da qualidade que ele consegue colocar em seus filmes... e eu não sei quanto a vocês, mas eu prefiro mil vezes ser "Tarantinesco" a ser "Michaelbayriano".

E você? Concorda ou discorda? Deixe sua opinião nos comentários!

Escrito por: Herberty Souza

Comentários

  1. TO MUITO PUTA PORQUE MEU COMENTÁRIO CHEIO DE ÓDIO FOI MORTO, ENTÃO EIS AQUI A MINHA VINGANÇA!
    VOCÊ GOSTA DE VIOLÊNCIA? ENTÃO TOMA UM COMENTÁRIO CHEIO DE ÓDIO, SEU MERDA. VIOLÊNCIA É MUITO BOM MESMO, ME SENTI BALEADA AQUI, MUITO SANGUE NUM BLOG VERMELHO
    P.S: EU IMAGINO O TARANTINO COMO UMA ARANHA FUDIDA

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